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12/05/2026

InovAgro irá investir R$ 750 mil em tecnologia na cadeia do arroz - Unidade ouro da Embrapii vai liderar projeto de dois anos na indústria

InovAgro irá investir R$ 750 mil em tecnologia na cadeia do arroz - Unidade ouro da Embrapii vai liderar projeto de dois anos na indústria

A cadeia produtiva do arroz em Pelotas e região será foco de um novo projeto de inovação liderado pela InovAgro, unidade da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) credenciada à Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). A iniciativa prevê investimento de R$ 750 mil ao longo de dois anos para o desenvolvimento de tecnologias voltadas à indústria arrozeira, setor considerado estratégico para a economia do sul do Estado.

Além do desenvolvimento tecnológico, o projeto também busca aproximar estudantes e pesquisadores do ambiente industrial. A InovAgro reúne cerca de 300 pessoas entre professores, pesquisadores, técnicos, pós-doutorandos, doutorandos, mestrandos e estudantes de graduação.

A InovAgro se tornou recentemente uma “unidade ouro” da Embrapii. A classificação é dada às unidades de maior destaque dentro da rede nacional. Segundo o coordenador de maturidade, Gabrielito Menezes, a conquista amplia a capacidade de investimento em projetos ligados ao agronegócio. “Nós somos a única unidade com know-how específico para o agronegócio. A unidade foi criada dentro da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel (FAEM/UFPel), que tem 142 anos de tradição no agro. E agora, como unidade ouro, recebemos o desafio de desenvolver novas competências. Escolhemos focar na cadeia do arroz”, afirma.

A iniciativa será construída em parceria com o Sindicato da Indústria do Arroz de Pelotas (Sindapel) e contará com a formação de um Comitê Técnico-Científico (CTC), reunindo universidade, Embrapii e as empresas do setor arrozeiro. O objetivo é ouvir diretamente as demandas da indústria antes da definição das pesquisas e tecnologias que serão desenvolvidas. “A gente não quer inovar sozinho. Queremos inovar junto com o setor, escutando as dores e entendendo a realidade da cadeia do arroz”, destaca Menezes.

A assessora executiva do Sindapel, Daniele Braga, avalia que o diferencial do projeto está justamente na aproximação entre universidade e iniciativa privada. “Existem muitas políticas públicas voltadas ao produtor rural, mas poucas direcionadas às indústrias. Esse projeto fortalece a relação entre o público e o privado, levando inovação para um setor que gera emprego e renda na nossa região”, diz Braga.

Segundo ela, o foco será desenvolver soluções tecnológicas que muitas empresas não conseguiriam financiar sozinhas. “A Embrapii proporciona acesso à pesquisa e inovação. A gente fala de tecnologias e estudos que, muitas vezes, as indústrias não conseguem investir de forma privada”, explica.

Entre os temas já debatidos preliminarmente pelo grupo estão o aproveitamento de resíduos do arroz, uso do farelo e pesquisas sobre proteína isolada do grão. Ainda assim, as prioridades serão definidas pelo novo comitê técnico-científico. “O mais importante é que as empresas vão apontar quais são as necessidades reais. A partir disso, serão pensadas soluções viáveis para o setor”, reforça Menezes.

Segundo ele, a proposta ajuda também na retenção de talentos na região. “Hoje a gente trabalha muito o desenvolvimento de soft skills, empreendedorismo, liderança e comunicação. Muitos estudantes acabam sendo contratados pelas empresas. Isso ajuda a fixar cérebros aqui na região”, afirma.

Daniele Braga destacou ainda a importância econômica da cadeia arrozeira para Pelotas e o sul do Estado. “A nossa região é o maior polo de beneficiamento de arroz da América Latina. Muitas vezes a gente não reconhece o potencial que tem aqui”, conclui.

Saiba mais em: https://wp.ufpel.edu.br/embrapii/

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