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31/01/2018

Novos genótipos e manejo agronômico foram a tônica do Dia de Campo do IRGA Zona Sul

Novos genótipos e manejo agronômico foram a tônica do Dia de Campo do IRGA Zona Sul

Aconteceu ontem, 30/01, o Dia de Campo do IRGA Zona Sul, na estação experimental do IRGA em Santa Vitória do Palmar. Alunos de graduação e de pós-graduação do Labgrãos e outros estudantes da FAEM-UFPel estiveram no evento, acompanhados dos professores Moacir Elias, Nathan Vanier e Tiago Pedó. Nesta edição, o Dia de Campo tradicional do IRGA Zona Sul contou com 5 estações.

Na primeira estação foi apresentado o ensaio bioclimático de soja. Cultivares de diferentes ciclos (NS 4823 RR, BMX Elite IPRO, BS IRGA 1642 IPRO, BMX ICONE IPRO e TEC 7849 IPRO) e tolerâncias ao estresse hídrico foram semeadas em 3 datas distintas. Parte das parcelas foi conduzida com irrigação e parte sem. Para os participantes ficou clara a importância de selecionar cultivares de ciclo adequado para a região e de respeitar o período recomendado para semeadura para que as plantas apresentem bom desenvolvimento.

Na segunda estação foram apresentadas parcelas demonstrativas das cultivares de arroz 417, 424, 424 RI, 430, e 431 CL, além de outras linhagens. Os pesquisadores Oneides Avozani e Gabriela Fonseca abordaram diferenças de produtividade e qualidade de grãos entre os genótipos. Na Estação 3, parcelas de ensaio de fracionamento de adubação nitrogenada foram apresentadas pelo pesquisador Roberto Wolter e pelo técnico agrícola Tiago Sievert. Segundo o pesquisador, a produtividade tem se mostrado semelhante entre os fracionamentos estudados (50% V3 + 50% R0, 67% V3 + 33% R0 e 60% V3 + 20% V6 + 20% R0), mas há indícios de benefícios na qualidade de grãos quando a adubação nitrogenada é parcelada em V3, V6 e R0.

A quarta estação contou com explicações técnicas dos engenheiros agrônomos Igor Kohlz e Carlos Mariot sobre o manejo de aplicação de fungicidas no ensaio bioclimático de arroz. Por fim, na quinta estação, o pesquisador da Embrapa André Andres detalhou alternativas para controle de capim-arroz resistente, enumerando 5 produtos diferentes para combater esta planta daninha.

Para o Engenheiro Agrônomo André Barros Matos, coordenador do IRGA Zona Sul e que inclusive participou desta última estação, o objetivo no Dia de Campo foi alcançado. “Buscamos trabalhar temas de manejo e melhoramento, de pesquisa e de extensão, buscando levar de forma clara ao produtor informações novas, além de reforçar aquilo já é conhecimento”, afirma.

Para o Professor Moacir Elias, que acompanhou de perto os alunos de graduação e de pós-graduação do Labgrãos no evento, o evento significou uma preciosa oportunidade de aprendizagem in loco, de forma integrada, das novas tecnologias e das múltiplas interações envolvidas na produção agrícola. “A utilização da técnica "Dia de Campo" para apresentar resultados de pesquisa permite uma visão crítica e muita aprendizagem a quem participa. O esforço foi recompensado”, comenta.

Os professores agradecem à Direção da FAEM e à administração da UFPel por viabilizarem a ida ao Dia de Campo.