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07/03/2018

Milho com mais vitaminas e menos sujeito à quebra

Milho com mais vitaminas e menos sujeito à quebra

Há um ano a pesquisadora mexicana Verónica Rocha deparou-se com um artigo sobre parbolização do arroz, cujo autor correspondente é o professor Nathan Vanier, do Labgrãos. O interesse pelo processo aproximou a mestranda do professor e deu origem a um intercâmbio internacional. Durante alguns meses Verônica mudou-se para Pelotas e passou a desenvolver sua pesquisa mestrado, sobre parbolização do milho, em parceria com a equipe do laboratório. Agora, a dissertação foi apresentada e está aprovada no Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey, do México.

O trabalho desenvolvido em parceria com a equipe da UFPel acabou por descobrir que o processo de parboilização afeta a qualidade do milho amarelo. “A grande vantagem está no incremento no teor de tiamina – vitamina B1 – com a parboilização, à semelhança do que se observa em arroz”, explica Verônica. “Outra vantagem foi observada nas condições mais extremas do processo, quando houve redução no percentual de grãos quebrados em aproximadamente 41% e no percentual de grãos com stress crack em torno de 36%”, completa a pesquisadora.

Futuro – A forma de como dar continuidade aos estudos sobre a parbolização do milho ainda está sendo analisada pelos professores Silveiro García-Lara e Sergio Serna-Saldivar do Instituto Tecnológico de Monterrey, orientadores de Verónica, mas a pesquisadora acredita que a linha de investigação deverá ser mantida a partir de novas pesquisas.

Enquanto ainda pensa no futuro, agora como mestre, Verônica não esquece de lembrar a contribuição da equipe do Labgrãos para os resultados de seu trabalho. “Estar em Pelotas e trabalhar no Labgrãos foi uma experiência extremamente valiosa para o meu projeto, além disso a experiência neste laboratório foi extremamente enriquecedora porque tive a oportunidade de trabalhar com pessoas muito preparadas e capazes, que me ajudaram muito durante o tempo que passei no Brasil”, diz.

Para a equipe do Labgrãos também foi um grande aprendizado. “Tanto os alunos de pós-graduação como os de iniciação científica interagiram com a Verónica nas atividades do laboratório. Além de aprenderem sobre o processamento de milho, os alunos tiveram contato com uma nova cultura. Isto também é muito importante para a formação profissional”, comenta o professor Nathan.