home multimidia noticias

22/01/2018

Labgrãos participa de evento para arrozeiros do Tocantins

Labgrãos participa de evento para arrozeiros do Tocantins

A produção de 676 mil toneladas na safra 2016/2017, conforme dados da Secretaria Estadual de Agricultura e Pecuária (Seagro), confirmou a posição do estado do Tocantins como o terceiro maior produtor de arroz no Brasil. Preocupada em auxiliar os produtores a expandir a área plantada e a produção mantendo a qualidade do grão produzido no estado, a empresa RiceTec realizou na semana passada, no dia 18/01, no município de Lagoa da Confusão, o evento “Da Semente ao Grão”, no qual o Labgrãos foi representado pelo professor Nathan Vanier.

O diretor da RiceTec, Leandro Pasqualli, destaca que eventos como estes são necessários para orientar os produtores que ainda buscam as melhores técnicas de produção para o clima e o relevo do estado. “O cultivo do arroz é recente no Tocantins, assim como toda a infraestrutura e conhecimento, portanto encontros como este deixam claro aos produtores a necessidade de tomar alguns cuidados especiais para garantir mais competitividade ao grão produzido no estado, seja no mercado nacional ou internacional”, comenta.

E foi exatamente nesta linha que o professor Nathan Vanier dirigiu sua palestra intitulada “Manejo agronômico pré- e pós-colheita para obtenção de arroz com qualidade industrial superior”. Em sua explanação, o professor explicou aos produtores uma série de aspectos considerados fundamentais para garantir a qualidade do arroz tocantinense. “Diversos fatores interferem na qualidade do arroz. A correta adubação nitrogenada, a manutenção da temperatura abaixo daquela considerada crítica para o período de maturação, via manejo d’ água de irrigação e escolha de período de semeadura, e a realização da colheita com grau de umidade recomendado são exemplos de aspectos pré-colheita a serem observados”, comenta.

Em relação aos aspectos de pós-colheita, o professor explica que a secagem é um ponto-chave para que o arroz apresente bom rendimento de grãos inteiros no beneficiamento. “Os produtores e armazenistas devem manter a temperatura da massa de grãos abaixo de 38°C durante a secagem e conduzi-la de forma intermitente, tendo em vista a suscetibilidade do arroz ao dano térmico”, afirma. O professor explica que são dois os principais fatores responsáveis pela quebra dos grãos na operação de polimento, reduzindo o rendimento de grãos inteiros na indústria: o gessamento dos grãos ocorrido por estresses pré-colheita e a formação de fissuras durante a secagem.

Tanto para os executivos da RiceTec, como para os produtores que participaram do evento, a parceria com instituições de ensino e pesquisa como a Universidade Federal de Pelotas e a Embrapa é fundamental para qualificar a produção e melhorar, especialmente, as técnicas de pós-colheita capazes de abrir novos mercados para o arroz do Tocantins.

“São essas parcerias entre empresas como a RiceTec e instituições de pesquisa que tornarão o produto local mais competitivo”, admite Pasqualli.